Primeiramente peço desculpas aos meus assíduos leitores, por estar postando novamente com a data errada. Mas infelizmente a preguiça de terminar os textos me venceu.
Prometo que logo logo irei colocar as postagens em dia.
Atensiosamente, Aubrey fabbro. Rs*
E vamos ao post...............
Sabado, 31 de março de 2007
Acordei de mau humor. Fato raro, pois nunca acordo mal-humorada. Mas essa noite foi horrorosa, péssima mesmo. Tive sonhos ruins e não consegui dormir direito a noite inteira por causa do Wagner ocupando todo o espaço da cama.
Levantei e “macuquei o detinho” mindinho na escrivaninha.
Dei bom dia pra minha mãe, e ela me retribuiu dizendo que iria jogar minhas roupas fora se eu não arrumasse meu guarda-roupa.
Percebi que ela também acordou de mau humor. Então era melhor eu sair antes que acontecesse alguma morte lá em casa.
Que minha mãe é to-tal-men-te neurótica, eu já sabia, mas ultimamente ela está ultrapassando o limite da chatisse.
Sente o drama que desencadeou uma leve discussão matinal.
Eu estava conversando com ela e trocando de roupa para sair. Coloquei uma calcinha e depois coloquei uma saia, quando ela virou-se, olhou pra mim e falou: "Você vai sair de saia com essa calcinha minúscula que colocou??" Eu respondi: "Bem, eu acho que sim. Né?!"
E ela retrucou: "Se eu fosse você eu não iria. Porque uma prima da vizinha da mãe da Marli, disse que uma vez, a sobrinha dela colocou uma calcinha dessas pequenininhas que você usa, com uma saia, e arrebentou no meu da rua. Ela estava andando e do nada a calcinha caiu.
Agora você que sabe se quer ficar pelada ou não na rua..."
Eu olhei bem pra cara dela e analisei pra ver se ela estava falando sério mesmo, soltei uma gargalhada e respondi: "Mãe, 1º Eu imagino que tipo de calcinha vagabunda que a sobrinha da prima da vizinha da mãe da Marli deve usar a julgar pela aparência de tal gentalha.
2º Só pq a dela caiu, não significa que a minha vai cair também.
3º Mas se cair não tem problema, ta calor. É bom que pelo menos toma um ar."
Ai ela começou a falar... falar... falar... falar
E eu comecei a entrar em frenesi com aquelas sessões palavras repetitivas entrando em minha mente.
Percebi que aquele era um daqueles dias em que a minha mãe acorda com o espírito de Nostradamus e começa a profetizar o que irá acontecer.
Ela me assusta quando fica assim. Parece terrorista. Sempre acha que tudo vai de mal vai acontecer e tudo vai dar errado. Uma pessimista ao extremo.
“Não come muito à noite, porque se não vai dormir de barriga cheia, vai passar mal de madrugada, e eu NÃO vou levar ao médico, pois eu avisei que isso iria acontecer!”
“Cadê o chinelo nesse chão frio? Se ficar fungando, resfriada, pegar uma virose, NÃO vou levar ninguém pra médico, pois eu avisei que isso iria acontecer!”
“Já tomou o seu remédio? Porque se não tomar direito e voltar a ficar doente, eu NÃO vou levar ao médico, pois eu avisei que isso iria acontecer!”
“O que você almoçou hoje, mocinha? Comeu feijão?? Porque se você ficar sem comer, ou ficar comendo somente besteiras, vai ficar fraca e doente e eu NÃO vou levar ao médico, pois eu avise que isso iria acontecer!!!”
“Leva um casaco, está frio e vai chover. Se não levar e ficar pegando vento nos pulmões e ficar doente, eu NÃO vou levar no médico, pois eu avisei!”
“Não discute com qualquer um na rua, depois toma um tiro na cabeça, ai eu quero ver. Se você morrer vai ficar por ai, pq eu NÃO vou levar ao médico, pois eu avisei que isso iria acontecer!!”
Aff...
Falar da minha mãe é realmente muito difícil. Ela é a pessoa mais complicada deste mundo. Eu e minha irmã a amamos sem dúvida, mas ela acaba, às vezes, nos sufocando.
E suas mudanças de comportamento repentinas a tornam mais complicada ainda.
Por exemplo, na minha adolescência, ela não ligava muito para o que eu fazia ou deixava de fazer. Após a morte da minha avó ela mudou muito. Hoje em dia ela está muito sistemática. Acha que se eu ou minha irmã sairmos para algum lugar sozinha podemos cair, que podemos morrer, ser assaltadas e alguém nos levar. Fica ligando toda hora. E até quando vamos conhecer pessoas, estando sozinhas, ela acha perigoso. Sem falar na neura de andar de ônibus, carros com insu-film, e etc...
Engraçado que eu sempre reclamei do comportamento distante da minha mãe comigo. Agora, parece que ela está tentando compensar os tempos de ausência.
Quando converso com ela a respeito deste assunto, sempre sai "briga".
Ultimamente ela tem dito muito: "então sai. vai sozinha. Vai, faça o que você quiser".
Mas vocês sabem que isso é chantagem de mãe!!
Esse comportamento da minha mãe me preocupa um pouco. Ela proíbe minha irmã de tudo. Acho que essa superproteção que ela tem pela minha irmã, pode acarretar em um grande medo, que mais tardar, ela possa vir a sentir, de enfrentar o mundo lá fora, de sair por aí e ir atrás dos seus objetivos, da sua auto-confiança.
Minha irmã tem 16 anos e só sabe ir sozinha pra escola! Rs*
Está ou não está passando dos limites?

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