"Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso. "
(Antoine de Saint-Exupéry)

14 dezembro, 2006

Se nada der certo... vire veterinária!


Desde criança idealizava o mundo tendo as pessoas como primárias prioridades! Eu as amava e tinha uma visão pura e admiradora do quanto elas eram capazes de produzir,de amar , de fazer o bem. Via os homens como seres sublimes, ficava curiosa com seus comportamentos e observava-os com meus imaturos olhos, olhos que acreditavam nos outros conforme eu era.Queria até ser psicóloga e me fascinava com a possibilidade de entender e ajudar estes seres. Fui me aproximando dos humanos , convivendo e observando, me relacionando com suas peculiares atitudes e pra minha decepção, a concepção que eu carreguei por toda a vida era utópica. Classificava-os conforme eu agiria e me deparei com outras realidades, atitudes que talvez nunca tivesse a coragem .Fui me assustando com capacidades e atrocidades humanas e dismistifiquei as minhas idéias. Isso me afetou! Crises e mais crises! Questões infindáveis me assolavam : Eu ou outros eram os certos? Tem certos? Tem errados? O ser humano era td aquilo que eu esperava? por que também esperava tanto?..................Quando tive certeza de que embriões bons e ruins, principalmente os muito ruins podiam nascer do homem, mudei a mim msm. Minha auto-defesa quase acabara com a minha essência. Tive que naum ser mais eu pra viver com eles. Isso foi ruim. Perdi a leveza dos sentimentos verdadeiros e modifiquei minha percepção de vida.Ataque e defesa em vez de sorriso e certeza.Agora minha tentativa é na veterinária. Acho que os animais tendem a surpresas muito mais satisfatórias que os homens. Pelo menos, com esta hipótese eu talvez não desacredite na existência do amor. Acho que ao menos os bichos sejam capazes disso!


Por Gabriela Catanho

* Opinião em construção! rs*

18 outubro, 2006

Catedrais Góticas


Dia desses, estava eu em meio uma discussão com o Fernando, um colega que a princípio era só de trabalho, mas agora já virou meu amigo pessoal.
Minduim, como é conhecido, é uma pessoa muito intrigante! Ele é extremamente inteligente, porém gótico – Eca! – Talvez essa pode ser a razão dele ser tão prepotente, pois todos sabem que essa é uma tendência gótica, eles acham que são os mais cultos da face da Terra. De fato, inteligente ele é, mas deve ser uma mera coincidência.
Voltando ao assunto, em uma de nossas freqüentes discussões, falávamos sobre a arquitetura gótica. Bem, quem leu meu perfil sabe que eu faço faculdade de Artes, e neste período em Historia da Arte, está sendo trabalhado a Arquitetura das catedrais Góticas. Pois bem, como o Fernando discordou de tudo aquilo que eu lhe expliquei, resolvi fazer uma pesquisa mais vasta, para que eu possa esfregar na cara dele, de que desta vez EU estava certa.
Em primeiro lugar, gostaria de pedir para que não confundam, por favor, a arte gótica com esse movimento “underground” que se auto-entitula gótico.
Uma coisa, absolutamente, não tem relação com a outra.
Uma foi à elevação da arquitetura em seu mais alto valor, a outra é o rebaixamento do ser humano em um narcisismo satânico. – Uau Como soa pesado isso! Rs*

Bem, falemos sobre a arte gótica.
Toda arte é a expressão de uma filosofia. Pois, o homem fala aquilo que tem em abundância no coração.
Todo nosso modo de agir é um reflexo de nosso modo de pensar.
Por isso, Otto Von Simpson em seu excelente livro “A Catedral Gótica” dizia que “o nosso mundo moderno veio à luz como uma revolta contra a ordem intelectual da Idade Média”.
Nada mais evidente. Nosso mundo moderno não segue mais a teologia de Santo Tomás de Aquino, não tem mais Deus por fim e seus mandamentos como meio de alcançá-lo.
Com a queda do feudalismo, a Arte antecipa-se aos acontecimentos e cria novo estilo, que irá conviver durante certo tempo com o românico, mas atendendo às novas necessidades, que correspondem à euforia e ao misticismo do povo. Foi daí que surgiu a Arquitetura gótica. Verdadeiro trabalho de futuristas da época, o estilo gótico surge pela primeira vez em 1127, na arquitetura da Catedral de Saint-Denis, construída na região de Ile-de-France, hoje Paris.
As Catedrais serão como símbolos para caracterizar este estilo. Elas não são mais cheias de esculturas e desenhos tenebrosos, mas alta, imponente, iluminada. Que suas torres pontiagudas tentem atingir as nuvens.
Na Idade Média, Idade da Luz, o homem amava tanto a Deus que levava ao desprezo de si mesmo... foi com este espírito que a Igreja Católica criou os hospitais para cuidar dos pobres, as universidades para ensinar os ignorantes e as catedrais para honrar dignamente a Deus – dilexi decorem domus tuae – amei a beleza de tua casa. As paredes de seus templos devem deixar entrar a luz do sol em múltiplas cores que lembrem a presença divina. Devido ao cruzamento dos arcos em ogiva, a parede perdia sua função de sustentação, podendo então ser substituída por janelas: os vitrais.
A arquitetura gótica se apoiava nos princípios de um forte simbolismo teológico, fruto do mais puro pensamento escolástico: as paredes eram a base espiritual da Igreja, os pilares representavam os santos, e os arcos e os nervos eram o caminho para Deus. Além disso, nos vitrais pintados e decorados se ensinava ao povo, por meio da mágica luminosidade de suas cores, as histórias e relatos contidos nas Sagradas Escrituras. A intenção era criar no visitante a impressão de um espaço que se alçava infinitamente até o céu.

13 setembro, 2006

Orkut, o Mal necessário.


Antes de meu primeiro poste, vou me apresentar... Eu sou essa menina bonita e sonolenta ai de cima. rs*
Apresentações feitas... vamos ao post!


O que é o Orkut?
Bem, a princípio o Orkut era para ser uma rede social filiada ao Google, criada em 22 de Janeiro de 2004 com o objetivo de ajudar seus membros a criar novas amizades e manter relacionamentos. Mas isso ficou só na intenção...

O Orkut virou coqueluche. E até foi muito legal no começo, porque tudo quanto é brasileiro que tem internet quis fazer – até porque tem o charme de só entrar com convite. A febre foi tanta que conseguimos superar (e muito), os Americanos em número de usuários.Ta certo que teve muita trapaça, com gente abrindo várias contas.

Para mim, o Orkut deu certo por uns tempos. Deu para reencontrar alguns familiares, ex-colegas de escola, ex-colegas de trabalho e até uns ex-namorados. Já terminei com um namorado, por causa do orkut. Deu para conhecer muita gente nova, inteligente, pessoas muito interessantes, legais, especiais (sabe que eu tb quase namorei um cara super-legal que eu conheci no Orkut*), rever os amigos, interagir mais com eles, brincar nos fóruns, postar em comunidades bacanas - pra falar a verdade, disso é o que tenho mais saudade, mas tudo isso já acabou. Pelo menos pra mim.

Quando foi lançado, muitas empresas ficaram entusiasmadas pela possibilidade de construir cadastros imensos para vender coisas, obter anunciantes e ganhar dinheiro com os usuários.

E agora eu irei fazer outra pergunta... E o que se tornou o Orkut?
Na verdade, o Orkut é um monstro de internet que funciona muito mal. Tem uma ficha pessoal que você pode preencher com dados reais, irreais ou surreais e só. Basicamente um site com um cadastro onde a maior parte das pessoas mente. Pq uma grande parte das pessoas está com tempo desocupado e fica se divertindo em criar polêmicas vazias em comunidades, um monte são spamm, uma outra grande parcela de pessoas está apenas interessada em arrumar sexo para o final de semana, outros abrem o cadastro e abandonam lá porque tem outras coisas mais interessantes para fazer e entraram nessa onda de Orkut por modismo.
Tem de tudo um pouco no Orkut, mas infelizmente, mais coisas inúteis do que coisas úteis.

Por que o Orkut é assim? Porque a internet inteira é assim. Porque as pessoas são assim.
O Orkut tinha tudo para ser um site de relacionamentos “lucrativo” (vamos dizer assim). Mas se tornou um destruidor de relacionamentos. Não falo só relacionamentos amorosos , mas num todo.
Nunca podemos esquecer quando conversamos na internet, é que pessoas são sempre pessoas, não importa se é pessoalmente, por telefone... ou pelo computador. Uma pessoa de mau-caráter continuará sendo mau-caráter seja ela aquele vizinho que você evita até no elevador, aquele traficante que vende droga em festa, aquele torcedor fanático que mata um ser humano por um resultado besta de futebol ou aquele carinha que deixou um scrap "e aih, tudo bem? Adorei xeu perfil! Vamux xer amigux?"
Sempre que dois seres humanos puderem se comunicar, existirá um deles que irá acreditar que estará conhecendo alguém especial que pode lhe ajudar a realizar os sonhos não-realizados, não importa a natureza desse sonho, se é um emprego melhor, morar numa cidade melhor ou viver um grande amor. Sempre existirá aquele aproveitador que antigamente vendia falso bilhete de loteria, e que agora manda spams com oportunidades milagrosas para ficar rico. Assim como sempre existirá aquela pessoa soberba que sonha em ficar rico ou aquela desiludida amorosamente que sonha encontrar um grande amor.
Sempre existirá também uma pessoa bem intencionada que quer fazer amigos, contatos, criar oportunidades ou encontrar boas oportunidades. E sempre que um ser humano puder fazer ficção, qualquer ficção, ele tentará inventar alguma coisa melhor, nem que seja reinventar a si mesmo, montando um perfil no Orkut com uma foto de alguém mais bonito, com uma ficha de alguém mais inteligente, mais culto e mais interessante do que realmente é.
A internet não faz você achar pessoas melhores ou piores, apenas faz você achar mais pessoas mais rapidamente.
E eu, não tenho para onde fugir, continuarei na internet. Posso até voltar ao Orkut, mas usando o que funciona bem, e para o bem, deletando o que funciona mal e sempre receosa, porque pessoas são sempre pessoas. Não importa onde estejam, seja no mundo real ao virtual.

Aubrey Fabbro